domingo, 6 de julho de 2008

Vulnerável...

O corpo clamaAs mãos não se contémE percorrem os lugares mais sensíveis...A respiração é insanaOs olhos se fechamE a imaginação solta-se noite adentro...O gozo afloraO corpo imploraA alma se revigoraDeixando os lençóis e mãos molhadasO corpo quenteE a alma renovada...
Depois do gozo, depois do prazer
Vulnerável, sim
Somente a você!


Estou ansiosa para a minha primeira cerimônia BDSM, preparo tudo cuidadosamente a 5 dias, espero agradar meu Dono, será uma surpresa e tanto para Ele!
A coleira obvio que será colocada externamente, mas o que ela realmente representa,vem de dentro.Tudo depende de mim, desejando avidamente agradar, com imaginação e inteligência, controlando minhas emoções e meu desempenho, esforçando-me amorosamente para melhora-los e aprimorá-los. Sou amplamente responsável por tornar-me uma soberba escrava, ou uma tosca falsificação de submissão.
Tenho duvidas, tenho medos, mas sei que com o tempo irei me aprimorar, porque meu Dono é bom comigo, é paciente, e talvez a minha inexperiência, porém total vulnerabilidade a ele seja o que o atrai em mim.Espero profundamente ser uma soberba escrava.Luto para isso, e faço tudo por meu Mestre.E sei que no prazer dEle, eu encontro o meu, e vice e versa.
O Mestre deve encontrar prazer ao ver uma mulher ofegar sob suas carícias, seus olhos se fecharem, em fazer com que os bicos dos seios se levantassem sob seus lábios e seus dentes, em penetra-la das formas que lhe der vontade, em senti-la se fechar em torno de seus dedos ouvindo-a gemer, submete-la aos seus desejos mais obscuros, e fazer dela seu objeto. A escrava somente se submete a tudo isso, e encontra prazer nissso.Eu por exemplo adoro quando meu Mestre usa de sadismo comigo, sabe, aquela perversidade gostosa que deixa me deixa olhando para Ele e pensando: “Onde foi que eu fui me meter”.
Me tornei adepta do BDSM por essa razão.Por gostar de ser fonte do prazer do meu Mestre, porque nós nos desejamos de uma forma intensa, porque somos a tradução dos desejos cruéis e pervertidos um do outro. Eu O desejo, eu sinto prazer pelo prazer Dele, exatamente por isso, porque os desejos e perversões dEle são os que me levam a ter os prazeres mais absurdos e intensos, porque Ele utiliza os meus desejos e prazeres para me Dominar, em todos os sentidos, e eu me sinto feliz vulnerável a Ele. Como não me submeter a tão deliciosa Dominação? Como não compartilhar meus mais profundos desejos?
Quando comecei a ler sobre BDSM, logo pensei: “Não vou me adaptar, eu gosto de me sentir envolvida a ponto de me apaixonar, jamais vou conseguir manter uma relação onde só o sexo impera”.E foi por esse motivo que demorei muito tempo a conhecer o que era verdadeiramente o prazer de ser escrava de alguém.
Assumo que tive uma pré-relação BDSM com um caso de umas duas semanas, e que me envolveu muito, porém, ele não era experiente, não soube me conduzir, e o mundo externo acabou por destruiu nossa relação.Ele era realmente baunilha.
Mas meu novo Dono, ah, ele é perfeito!
Nos conhecemos no mundo baunilha, construímos uma relação de amizade longa, começamos a ficar no mundo baunilha, tivemos nossa primeira relação, e daí para frente fomos nos revelando uma ao outro, e acabamos por ver que éramos adeptos ao BDSM.
Ele é tudo que eu quero fora e dentro do BDSM, e não tenho vergonha de assumir isso.E acho que ele pensa o mesmo de mim.Nos completamos, e isso que importa.
É um momento bonito quando a mulher percebe que o homem a quem ela pertence é dono do seu coração e que o homem percebe que a garota que ele domina, que olha para ele com lágrimas nos olhos, é dona do seu coração.Quero muito que meu Dono seja assim, mas só o tempo vai dizer.Enquanto isso, viver servindo a ele me alegra muito!
Dizem que o único perigo é que o Dono enfraqueça, ao se apaixonar por sua submissa.É preciso ser forte com uma escrava amada. A escravidão na qual uma escrava amada é mantida é extremamente profunda. Ela deve servir com uma perfeição que atordoará e amedrontará outras garotas. Se ela falhar, mesmo em relação a uma coisa tão insignificante que a falha, se fosse cometida por outra garota, seria ignorada e isso a fará sofrer.Tenho medo disso, e por isso me esforço tanto para agrada-lo dentro, e fora da relação BDSM.Afinal, somos um casal baunilha no dia-a-dia.
Sou mulher, sou humana, mas sou dele.Longe de mim encoleirar meu Dono, eu sou a escrava, eu uso a coleira, mas assumo que sinto ciúmes, mas não de outras escravas, nem de parceiras casuais, sinto ciúmes das baunilhas, elas me amedrontam.Por isso tento ao máximo satisfazer meu Dono, para que Ele não precise de outras escravas, outros brinquedos, outras distrações.Eu sei que posso ser tudo o que ele quiser.
Doce ciúme, bendito sejas, porque vives em mim em dose construtiva, faz-me querer sempre ser melhor, motiva-me a mudar, faz-me evoluir. Pois é, ninguém é imune de sentir ciúmes, se não o sentisse, não seria uma escrava apaixonada.
Odeio pensar que um dia tudo vai terminar, por isso nem penso, busco viver cada instante para satisfaze-lo, para ser uma boa escrava, para ser o que sou, para estar totalmente entregue nas mãos do meu Dono, meu Mestre, meu Amor.

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